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Comando Central dos EUA anuncia morte de líder do Estado Islâmico no leste da Síria

10 de jul. de 2023
3 min de leitura
De acordo com o comunicado, o líder do Estado Islâmico foi morto em um ataque executado pelos mesmos drones que foram previamente alvejados por aeronaves russas.

Veículo aéreo não tripulado MQ-9 Reaper, ou drone. Fotografia: William Rosado/Força Aérea dos EUA/AFP/Getty Images




De acordo com o comunicado divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no domingo (09), eles conduziram um ataque utilizando drones em 7 de julho que resultou na morte de Usamah al-Muhajir, o líder do Estado Islâmico (ISIS) localizado no leste da Síria.


“O ataque na sexta-feira foi conduzido pelos mesmos MQ-9s que, no início do dia, foram assediados por aeronaves russas em um confronto que durou quase duas horas”, diz o comunicado.

As informações sobre como os militares dos Estados Unidos confirmaram a identidade de que Muhajir, era a pessoa morta no ataque, não foram claramente esclarecidas. O Comando Central não forneceu mais detalhes a respeito. O comunicado também afirmou que não há evidências de que civis tenham sido mortos no ataque, embora os relatos de um possível ferimento de um civil estejam sendo avaliadas pelas forças militares.


“Deixamos claro que continuamos comprometidos com a derrota do Isis em toda a região”, disse o general Erik Kurilla, comandante do Comando Central dos EUA, no comunicado.

Operações


No ano passado, os Estados Unidos aumentaram suas ações e operações contra membros do Estado Islâmico na Síria, resultando na morte e prisão de vários líderes que se refugiaram em áreas controladas pelos rebeldes apoiados pela Turquia, após a perda do último território do grupo na Síria em 2019. A campanha liderada pelos EUA culminou na morte de Abu Bakr al Baghdadi, ex-líder do Estado Islâmico, que se autoproclamava "califa de todos os muçulmanos". Desde então, a Casa Branca tem direcionado seus esforços para capturar os líderes sobreviventes do Estado Islâmico, muitos dos quais estariam envolvidos no planejamento de ataques no exterior.


De acordo com os comandantes militares dos Estados Unidos, o Estado Islâmico permanece como uma ameaça significativa na região, apesar de ter sofrido um colapso em seus recursos e de ter enfraquecido sua capacidade de restabelecer sua rede. No auge de sua força em 2014, o Estado Islâmico controlava aproximadamente um terço do Iraque e da Síria. Embora tenham sido derrotados em ambos os países, seus militantes ainda conseguiram ataques insurgentes.


Força Aérea americana


A Força Aérea dos Estados Unidos divulgou recentemente um vídeo alegando mostrar um incidente envolvendo drones e caças russos na quarta-feira (05). Esse incidente resultou na necessidade de os MQ-9 Reapers tomarem medidas evasivas. Em um comunicado, a Central das Forças Aéreas dos Estados Unidos afirmou que tais eventos representam um nível inaceitável de comportamento não profissional e inseguro por parte das forças aéreas russas operando na Síria.


Força Aérea do Oriente Médio


O tenente-general Alex Grynkewich, comandante da Nona Força Aérea no Oriente Médio, relatou que um dos pilotos russos posicionou sua aeronave à frente de um drone e ativou o pós-combustor do SU-35. Essa ação resultou na redução da capacidade do operador do drone de controlar a aeronave com segurança. O Almirante Oleg Gurinov, chefe do Centro de Reconciliação da Rússia para a Síria, informou que as forças militares russas e sírias iniciaram um exercício conjunto de seis dias, programado para ser concluído na segunda-feira (10).


Nos comentários divulgados pela mídia estatal síria, Gurinov expressou a preocupação de Moscou em relação aos drones da coalizão liderada pelos Estados Unidos que sobrevoam o norte da Síria. Ele os descreveu como "violações sistemáticas de protocolos" que visam evitar confrontos entre as forças militares envolvidas.


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