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Cientista faz observação de colisão de duas estrelas de nêutrons esfericamente quase perfeita

16 de fev. de 2023
2 min de leitura

Um estudo publicado na revista Nature na quarta-feira (15), por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, descobriu uma esfera tão perfeita que deixou os físicos impressionados. Essa esfera foi criada a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons, que assumiram uma forma esférica surpreendentemente quase perfeita. A descoberta pode ajudar a desvendar os mistérios da física de altas energias.


De acordo com a pesquisa, liderada pelos astrofísicos Albert Sneppen e Darach Watson, a chamada quilonova, quando duas estrelas de nêutrons ou uma estrela de nêutron e um buraco negro se unem em um sistema binário, traz uma nova análise das consequências de uma colisão histórica de estrelas de nêutrons observada em 2017. Ao investigar a quilonova, os autores tiveram uma surpresa: Os modelos apontavam que a nuvem formada pela explosão deveria ter formato achatado e assimétrico, mas não foi isso que eles observaram. Na verdade, a quilonova era completamente simétrica, sendo quase impossível distinguir qualquer irregularidade na sua forma. Eles descobriram que, durante a colisão, a energia liberada causou um fluxo de matéria extremamente rápido e simétrico, que moldou a esfera em sua forma final.


Para Sneppen, o formato pode ser resultado do próprio processo da quilonova. "O jeito mais provável de tornar a explosão esférica é se uma grande quantidade de energia for expelida do centro da explosão, suavizando uma forma que, de outro jeito, seria assimétrica", sugeriu ele. Portanto, o formato sugere que houve inesperadamente grande quantidade de energia no núcleo da explosão. Outra possibilidade envolve a colisão das estrelas de nêutrons, que podem ter formado brevemente uma estrela hipermassiva e que, depois, daria origem a um buraco negro.


A colisão de duas estrelas de nêutrons é um evento extremamente raro e violento que ocorre quando duas dessas estrelas, que são densas e altamente compactas, se aproximam uma da outra e se fundem em uma única massa. Esse processo libera enormes quantidades de energia, o que pode gerar ondas gravitacionais detectáveis por telescópios avançados, como o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO). Os cientistas utilizaram simulações de computador para entender como essa esfera perfeita foi formada.


O estudo dessa esfera perfeita pode ajudar os físicos a entender melhor as propriedades da matéria de alta energia, bem como a física das estrelas de nêutrons. Além disso, a descoberta pode ser útil em áreas como a fabricação de materiais mais resistentes e duráveis. No entanto, a pesquisa em física de altas energias ainda tem muito a descobrir, e essa esfera perfeita é apenas uma pequena peça do quebra-cabeça. Mesmo assim, essa descoberta mostra o poder da física computacional e da colaboração internacional em explorar os limites do conhecimento humano.


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