Ataque do Hamas deixa 8 feridos em Tel Aviv em resposta à morte de 10 na Cisjordânia por Israel
O motorista de origem palestina atropelou pedestres em uma rua no centro da cidade, o corrido foi classificado como um ato de terrorismo. Esse incidente ocorreu um dia após Israel realizar sua maior operação na Cisjordânia em duas décadas, ocorrido em dez mortes.
Agentes de segurança israelenses isolam área de Tel Aviv após carro avançar e deixar pedestres feridos - Foto Reprodução/Getty Images
Nove pessoas foram feridas em um ataque envolvendo um carro e esfaqueamento ocorrido em Tel Aviv, de acordo com informações fornecidas pela polícia da cidade. Três dessas vítimas estão em estado grave. O incidente aconteceu nesta terça-feira (04). É importante ressaltar que esse ataque ocorreu um dia após o início de uma operação militar em grande escala por parte de Israel na cidade de Jenin, localizada na Cisjordânia.
Segundo um porta-voz da polícia, o indivíduo responsável pela ataque era um cidadão palestino residente na Cisjordânia. Ele foi baleado e faleceu no local por um pedestre. O incidente ocorreu após o chefe da polícia de Israel alertar sobre a possibilidade de novos episódios violentos durante a continuação da operação militar na Cisjordânia. Posteriormente, o Hamas declarou que o jovem de 20 anos era um membro do grupo militante islâmico e estava retaliando o ataque israelense em Jenin.
Ataque
O agressor deliberadamente direcionou uma caminhonete em direção ao pedestre nas proximidades de um ponto de ônibus na movimentada Rua Pinchas Rosen, localizada em uma cidade costeira. Em seguida, ele abandonou o veículo e desferiu um golpe de faca no pescoço de uma das vítimas. Nas imagens capturadas pelo sistema de vigilância por vídeo (CCTV) durante o ataque, é possível observar uma figura vestida com roupas escuras correndo a partir do local onde o carro foi parado.
Essa pessoa atravessa uma ciclovia e passa entre as mesas de um café na calçada, onde tenta esfaquear um homem que o estava perseguindo. Ao tentar fugir, o agressor é interceptado por um motociclista, que dispara um tiro contra ele.
Foto Reprodução/Getty Images
Foi compartilhado um segundo vídeo online que registra o momento logo após a cena, em que um motociclista, de bermuda cinza, camiseta e capacete branco, chuta uma faca da mão do agressor ferido no chão antes de se aproximar e disparar contra ele novamente. Um paramédico do serviço de emergência Magen David Adom relatou ter chegado ao local e testemunhou várias vítimas sendo atendidas na calçada.
“Chegamos ao local com uma grande força de veículos de terapia intensiva e ambulâncias do MDA. Vimos que era muito grave e perto de um ponto de ônibus havia cinco pessoas feridas, incluindo uma mulher de 46 anos… caída na calçada enquanto ela estava consciente e sofrendo de trauma grave”.
Os feridos foram transportados para hospitais em Tel Aviv, Petah Tikva e Kfar Saba, onde três deles estão em estado grave.
Investigações
A agência de segurança doméstica Shin Bet identificou o agressor como Abed al-Wahab Khalila, de 20 anos, proveniente da cidade de As-Samu, localizado no sul da Cisjordânia, próximo a Hebron. Inicialmente, houve relato indicando outro indivíduo. O comissário da polícia de Israel, Yaakov Shabtai, que esteve no local do incidente, sugeriu o risco de possíveis ataques adicionais durante uma incursão militar de Israel em Jenin, que já resultou na morte de 10 palestinos.
“Estão a ser apuradas as circunstâncias quanto aos seus antecedentes e motivação, e gostaria de elogiar a atividade do cidadão com muita coragem, que conseguiu frustrar o ataque e impedir a continuação do ataque daquele terrorista matança", disse Shabtai.
Operação militar
Durante uma busca por militantes palestinos e armas na Cisjordânia, as tropas israelenses foram alvo de um ataque. Escavadeiras militares abriram caminho pelos becos, enquanto milhares de moradores buscavam refúgio para garantir sua segurança. A investigação contra o campo de refugiados de Jenin, iniciada na segunda-feira, representa uma das operações militares mais intensas ocorridas na Cisjordânia ocupada em quase duas décadas.































