Após agredir procuradora Demétrius alega que sofria assédio moral no trabalho, entenda mais o caso
A pouco mais de um mês de completar 16 anos de sua criação, a lei Marinha da Penha, tem como objetivo inibir e punir qualquer tipo de violência contra as mulheres e cabe aos podres e órgãos de segurança pública, aplica-la de forma veemente aos agressores, porém a sensação é que a lei ainda precisa de melhorias sobre a instaurações de inquéritos e investigações sobre o tipificado crime o reprimindo de imediato a violência, que acaba muitas vezes em homicídio, por outro lado na mais recente atualização foi incluído o artigo 147-B, tomando como base o artigo 129 do código penal que refere-se em ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem, ficando da seguinte forma:
"Esse tipo de violência passa a ser prevista, no Código Penal, como agravante de pena. A pena para esse tipo de violência doméstica e familiar era de 6 meses a 1 ano. A pena mínima é reduzida para 3 meses e a máxima aumentada para 3 anos, acrescentando-se mais 1/3 no caso de portadoras de deficiência".Tomando isso como ponto de partida, na segunda-feira (20), uma procuradora-geral da prefeitura municipal de Registro, no litoral de São Paulo, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, foi covardemente agredida por um colega de trabalho e subordinado, o também procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, a deixando Gabriela com o rosto ensanguentado, depois de receber diversos golpes desferido pelo agressor.
De acordo com o boletim de ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial do município, diz que a motivação da agressão seria um processo administrativo contra ele, por ter um comportamento ruim no ambiente de trabalho, porém o homem que agrediu a procuradora, em seu depoimento alegou para polícia que sofria assédio moral no local de trabalho, já o delegado do caso por meio de uma entrevista contou nesta quarta-feira (22), mais detalhes sobre o depoimento do infrator e a relação dos colegas no trabalho. "Ele admitiu que agrediu a vítima e alegou que assim o fez por sofrer assédio moral".
Ainda complementado a declaração, o delegado também esclareceu sobre a decisão de liberar Demétrius após o depoimento. "Eu entendi que não havia uma situação de flagrante, e sim um fato criminoso. É claro que deveria ser devidamente apurado. Por isso, fizemos o registro da ocorrência e tomamos todas as diligências cabíveis na ocasião".
A violência contra Gabriela acabou tomando uma grande repercussão nas redes sociais, com muitas solidarização com a procuradora, revolta e pedidos de melhor punição ao agressor, o caso também está sendo acompanhado pelo Ministério Público (MP) e Poder Judiciário (PJ), o delegado, acrescentou que não é possível antecipar um resultado sem que antes realizar as devidas investigações e que ao final e conclusão de todos os trabalhos será aplicada uma eventual condenação a Demétrius, a prefeitura da cidade em nota repudiou o ocorrido, informando que o afastou do cargo e suspendeu o salario dele por um mês.



























