Aprovação de Lula cresce em regiões do sudeste e centro-oeste/norte, aponta pesquisa Quaest
O levantamento foi realizado presencialmente com 2000 pessoas entre os dias 5 e 8 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu para de 54% - Foto Reprodução/Ricardo Stuckert/PR
Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) pela Quaest revela um crescimento significativo na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os brasileiros de menor renda e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. Os dados do levantamento mostram que Lula tem uma aprovação de 54%, enquanto 43% dos entrevistados o desaprovam. Esse resultado evidencia que a aprovação voltou a se distanciar da reprovação, sendo agora 11 pontos percentuais maior.
Em maio, os índices eram de 50% e 47%, respectivamente, indicando um empate técnico entre os dois indicadores. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, entrevistou 2.000 pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios, no período de 5 a 8 de julho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
Religião e Gênero
A pesquisa mostra mudanças nas opiniões sobre o governo entre diferentes grupos religiosos e gêneros. Entre os evangélicos, a desaprovação de Lula diminuiu para 52%, em comparação com os 58% registrados em maio. Entre os católicos, 37% desaprovam o governo atual, enquanto eram 40% em maio. A aprovação entre os evangélicos subiu de 39% para 42% no mesmo período, enquanto entre os católicos passou de 58% para 60%. Já a avaliação positiva do governo por gênero permaneceu estável entre os homens, passando de 32% para 34%. Nas mulheres, houve uma pequena variação de 35% para 37%. A avaliação negativa entre as mulheres caiu de 30% para 25%, enquanto entre os homens permaneceu estável, de 37% para 36%.
Aprovação Regional: Sudeste e Centro-Oeste/Norte
A pesquisa da Quaest também indica um aumento na aprovação de Lula nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. A aprovação do governo Lula no Sudeste aumentou de 26% para 31%, representando o único crescimento significativo de popularidade do presidente acima da margem de erro, conforme indicado pela pesquisa. Nessa região, a margem de erro é de três pontos percentuais. Por outro lado, a desaprovação caiu de 39% para 34%, enquanto a avaliação regular manteve-se estável, variando de 32% para 30%.
A maior mudança na avaliação positiva do trabalho de Lula ocorreu na região Centro-Oeste/Norte, com um aumento de nove pontos percentuais, passando de 42% para 53% entre maio e julho. A rejeição nessa região também diminuiu, caindo de 50% para 42%. A maior aprovação do governo ainda é no Nordeste, alcançando 69%. Já na região Sul, a avaliação positiva do governo permaneceu estável, considerando a margem de erro da pesquisa de seis pontos percentuais.
O índice de ótimo/bom caiu de 34% para 29%, indicando uma reversão em relação aos resultados de maio, quando houve um aumento de nove pontos percentuais para o ex-presidente Lula, elevando sua aprovação de 25% para 34%. Esse aumento coincidiu com as chuvas no Rio Grande do Sul, durante as quais o governo federal colaborou com a administração estadual para mitigar os impactos da tragédia. Ainda no Sul, a avaliação negativa do governo caiu de 41% para 37%, enquanto a avaliação regular subiu de 25% para 32%. A proporção de pessoas que não souberam ou não responderam foi de 3%. Nas outras regiões, as avaliações positivas e negativas do governo Lula permaneceram estáveis.
Economia
A pesquisa Genial/Quaest indagou os entrevistados sobre a economia brasileira nos últimos 12 meses. Os resultados revelam que a percepção da situação econômica piorou ligeiramente, passando de 38% para 36%. Por outro lado, houve um pequeno aumento naqueles que acreditam em melhorias, de 27% para 28%. Cerca de 32% relataram que a economia permaneceu estável em comparação com o período anterior, em maio. A proporção de entrevistados que não souberam ou não responderam foi de 4%.
Quando questionados sobre o poder de compra dos brasileiros hoje em relação a um ano atrás, 63% afirmaram que é menor, enquanto 21% consideram que aumentou e 14% acreditam que permanece igual. A pesquisa também destacou que o aumento nos preços dos alimentos tem impactado significativamente os brasileiros. Aproximadamente 70% dos entrevistados perceberam um aumento nos preços no último mês, enquanto apenas 12% relataram uma queda.
Desafios e Perspectivas
Apesar do aumento na aprovação, o presidente Lula ainda enfrenta desafios significativos. A economia brasileira, embora em recuperação, ainda apresenta problemas como inflação e desemprego. Além disso, o governo precisa lidar com a polarização política e a oposição que critica a gestão petista. No entanto, os dados da Quaest apontam para uma tendência positiva, sugerindo que as políticas sociais e de desenvolvimento regional implementadas por Lula estão surtindo efeito.
A expectativa para os próximos 12 meses melhorou em comparação a maio. Aqueles que acreditam que a economia vai melhorar aumentaram de 48% para 52%, enquanto os que preveem piora diminuíram de 30% para 27%. Aqueles que acham que a situação permanecerá igual passaram de 19% para 18%. Houve 4% de entrevistados que não souberam ou não responderam.
Banco Central
O embate entre o presidente e o presidente do Banco Central também foi abordado na pesquisa. Apesar das frequentes críticas de Lula à gestão de Roberto Campos Neto, a maioria dos entrevistados (64%) afirmou não estar ciente dessas críticas. Apenas 34% disseram estar informados sobre o assunto. Por outro lado, a maioria (66%) concorda com as críticas feitas por Lula. Entretanto, 53% acreditam que Campos Neto tende a basear suas decisões em critérios técnicos na condução do Banco Central. Quando questionados sobre o aumento do dólar, 53% dos entrevistados não acreditam que esteja relacionado às declarações de Lula, enquanto 34% pensam o contrário.


























