Anvisa autoriza estudo inovador com células CAR-T cell para tratamento contra o câncer
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (14), aprovou o primeiro estudo de ensaio clínico para desenvolvimento nacional de um tratamento inovador de terapia gênica à base de células CAR-T contra o câncer. A tecnologia se trata de uma terapia gênica, que utilizará como base as células T que foram geneticamente modificadas para produzir um receptor de célula T artificial para uso em imunoterapia, ou seja, são linfócitos (células de defesa) modificados em laboratório para se tornarem capazes de reconhecer e combater seu tumor com maior potência.
A pesquisa clínica, segundo a agência, será realizada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), e será realizada em pacientes com um um tipo de câncer no sangue, chamado com linfomas de células B e leucemias linfocíticas agudas ou crônicas B, que possuam resistência ao tratamento padrão ou que tenha casos de reaparecimento da doença, ainda segundo informado pela Anvisa "O ensaio clínico se encontra em fase inicial de desenvolvimento e deverá ser rigorosamente controlado para avaliação dos riscos e benefícios”, e que poucos pacientes deverão participar do estudo.
Um tratamento que utiliza CAR-T cell, comercialmente conhecida como Kymriah (tisagenlecleucel), foi pela farmacêutica suíça Novartis, porém tem um custo bastante elevado, uma vez que para efetuar a modificação dos leucócitos tem há necessidade de ser enviadas a centros da farmacêutica nos Estados Unidos ou na Europa.
O tratamento está aprovado pela Anvisa no Brasil em fevereiro deste ano, mas o desenvolvimento da tecnologia for bem-sucedido dentro do país, permitirá a ampliação do acesso e incorporação do tratamento ao SUS, reduzindo o período de espera do paciente para um médio de 8 a 12 dias e assim otimizando o tempo de resposta no tratamento e as chances de cura.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de São Paulo e do Hemocentro de Ribeirão Preto também se preparam para testar a tecnologia. A previsão de início do estudo é para o segundo semestre.



























