ANS aprova aumento de até 6,91% nos planos de saúde individuais; veja como isso afeta o seu bolso
Atualizado: 5 de jun. de 2024
A mudança é válida para os contratos de quase 8 milhões de beneficiários no período de maio de 2024 a abril de 2025. A decisão não se aplica aos planos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão.
As operadoras poderão aplicar o reajuste no mês de aniversário do contrato - Foto Reprodução/Shutterstock
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta terça-feira (4) um aumento de até 6,91% nos planos de saúde individuais e familiares. O reajuste será válido a partir de maio de 2024 até abril de 2025 para os contratos de quase 8 milhões de beneficiários. Essa mudança não se aplica aos planos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão. De acordo com a ANS, a operadora poderá aplicar o reajuste no mês de aniversário do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi contratado. Para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo até o mês de aniversário do contrato.
O que é o reajuste nos planos de saúde individuais?
O reajuste nos planos de saúde individuais é um processo anual que visa equilibrar os custos das operadoras e garantir a sustentabilidade do setor. A ANS é responsável por definir um índice máximo de aumento, levando em consideração diversos fatores, como a inflação médica e a frequência de utilização dos serviços.
Como isso afeta o bolso dos consumidores?
O aumento nos planos de saúde individuais impacta diretamente o bolso dos consumidores, que terão que arcar com mensalidades mais altas. Os planos médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 terão um reajuste válido. Na prática, o aumento dos planos poderá ser duas vezes maior que a inflação acumulada em um ano. Por exemplo, nos últimos 12 meses encerrados em abril, o IPCA foi de 3,69%. É importante ressaltar que além da inflação, outros fatores como a frequência de uso do plano de saúde e os custos dos serviços e insumos médicos também afetam o valor final do plano.
Segundo Alexandre Fioranelli, diretor de normas e habilitação dos produtos da ANS, os dados utilizados para o reajuste foram verificados pela Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda. Ele ressalta que o cálculo foi aprovado pelo órgão e é adequado para manter o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras. Fioranelli também destaca a importância dessa metodologia, que se baseia na variação das despesas médicas das operadoras e em um índice de inflação, proporcionando previsibilidade e transparência para toda a sociedade.
Histórico de mudanças
O último reajuste nos preços dos planos de saúde, anunciado pela ANS foi em 12 de junho de 2023, foi de até 9,63%. Essa mudança entrou em vigor em 1º de maio de 2023 e permaneceu até 30 de abril de 2024. Anteriormente, em 26 de maio de 2022, houve um reajuste de 15,5%, o maior registrado desde o início dos registros em 2000. Em 2016, o reajuste máximo tinha sido de 13,57%. De acordo com os dados da agência, o único ano em que houve uma redução no limite de preços dos planos de saúde individuais foi em 2021, com uma queda de 8,19%.
Essa diminuição foi causada pela diminuição do uso de serviços médicos devido à pandemia de Covid-19, incluindo o adiamento de cirurgias e exames. De acordo com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a variação negativa em 2021 e posterior variação positiva em 2022 foram resultados da transferência das despesas médicas devido ao período de isolamento social durante a pandemia.
Alternativas para consumidor
Compare os valores e benefícios oferecidos por diferentes operadoras. Busque por planos que melhor se adequem às suas necessidades e que apresentem mensalidades mais acessíveis. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibiliza em seu website um guia completo com todos os planos de saúde disponíveis para compra no Brasil. Além disso, a ANS oferece diferentes canais de comunicação para que os consumidores possam registrar reclamações relacionadas a irregularidades e problemas no atendimento.
Disque ANS: 0800 701 9656
Fale Conosco: www.gov.br/ans
Central de Atendimento a Deficientes Auditivos: 0800 021 2105




























