Alexandre de Moraes determina que a PF ouça o ex-presidente Bolsonaro sobre atos de golpistas
Moraes, determinou que a Polícia Federal marque o depoimento do ex-presidente sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Ministro deu o prazo de 10 dias para o a oitiva ocorrer.

Foto Reprodução da Internet
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal (PF) que ouça o ex-presidente Jair Bolsonaro em um prazo de até 10 dias, como parte das discussões sobre os atos de golpistas que ocorreram em janeiro deste ano. O pedido para ouvir o ex-presidente foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizado por Moraes. No inquérito é investigado o eventual envolvimento de Bolsonaro com os atos que levaram à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
"Diante de todo o exposto, DEFIRO o requerimento formulado pela Procuradoria-Geral da República e DETERMINO à Polícia Federal que PROCEDA A OITIVA DE JAIR MESSIAS BOLSONARO, no prazo máximo de 10 (dez) dias, devendo a PGR ser previamente avisada do dia agendado para, se entender necessário, acompanhar a oitiva", escreveu Moraes. "A oitiva de Jair Messias Bolsonaro, nos termos indicados pelo Ministério Público, é medida indispensável ao completo esclarecimento dos fatos investigados", completou o ministro.
Segundo os investigadores, a postagem efetuada pelo ex-presidente no dia 10 de janeiro, o liga aos atos golpistas. Na ocasião, ele compartilhou um post que, sem provas, colocava em dúvida o sistema eleitoral brasileiro. A publicação foi vista como um sinal de que Bolsonaro estimulou os atos que desencadearam a invasão dos prédios dos poderes executivo, legislativo e judiciário do país. A PGR, apura os autores intelectuais dos ataques. Já havia uma solicitação para que Bolsonaro prestasse depoimento, no entanto, não ocorreu uma vez que ele estava fora do país. Ele voltou no dia 30 de março.
Os atos em questão foram organizados por apoiadores radicais de Bolsonaro que não reconheciam a vitória do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. Durante os protestos, manifestantes invadiram o prédio do Congresso nacional que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal - A sede do Supremo Tribunal Federal (STF), última instância do poder judiciário brasileiro e o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo e o prédio mais importante do país, pois abriga o gabinete oficial do presidente da república do Brasil. Além dessas invasões, os golpistas agrediram jornalistas e provocaram outros atos de violência.
Bolsonaro sempre negou publicamente ter qualquer tipo de envolvimento com os atos. Nos Estados Unidos, o ex-presidente chegou a afirmar que apoiadores da esquerda seriam responsáveis pelos atos violentos, contrariando todas as investigações oficiais realizadas até o momento sobre o caso.

























