Voto impresso x Urna eletrônica: Histórico dos dois processos eleitorais muito citado ultimamente
O uso da tecnologia no processo eleitoral no Brasil, se tornou a resposta mais eficaz para combater as frequentes fraudes com o voto impresso que ocorriam em todas as etapas das eleições no país. Na terça-feira (22), o atual presidente brasileira e o partido PL, o qual ele é membro, entrou com uma representação extraordinária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contestando o resultado dos votos de algumas urnas eletrônicas no segundo turno das eleições, que ocorreu em 30 de outubro deste ano. A alegação apresentada é que as urnas anteriores ao modelo 2020, aproximadamente 60% do total utilizado nas eleições, teria os números de série único, fato que de acordo com uma consultoria apresentada na petição, deveriam ser individualizados para que fosse possível realizar uma auditagem, sendo assim, eles solicitaram a invalidação destes votos.
O Ministro e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, em decisão da petição apresentada deu prazo de 24 horas para que o PL apresentasse os dados completos, inclusive as do primeiro turno das eleições, já que as mesmas urnas foram usadas para eleger o partido como maior a bancada no legislativo do país em 2023. Se o partido não cumprisse, a ação seria rejeitada pela instituição. Fundamentando como base essas alegações, entenda o histórico de fraudes mais conhecidas do antigo método de votação antes da informatização do processo eleitoral brasileiro.

As fraudes no voto com cédulas de papel vem desde os primórdios do Império, como resposta efetiva aos esquemas fraudulentos que ocorriam frequentemente em diversas etapas deste processo eleitoral, foi efetuada a implantação do processo eletrônico, trazendo segurança e confiança às eleições no Brasil. A urna eletrônica criada em 1996 e adotada em caráter experimental até 1998, em algumas cidades, além de modernizar, ela trouxe agilidade, tanto para a votação como na divulgação dos resultados. Essa moderna máquina de votação possui mais de 30 camadas de segurança para proteger seu sistema contra fraudes e funciona com as seguintes especificações:
Não está conectada à internet ou a nenhuma outra rede, o que impossibilita a invasão por hackers.
Ela é totalmente lacrada, sendo assim, impedindo a inserção de algum dispositivo estranho, como pen-drive. Quando o lacre é violado, o próprio sistema da urna eletrônica denuncia a invasão e bloqueia a comunicação com o dispositivo estranho.
A tão questionada por eleitores e pelo candidato derrotado Bolsonaro, Criptografia faz com que os votos dados pelos eleitores, sejam embaralhados pelo sistema, impedindo assim, a identificação de como cada pessoa votou, claramente na prática, faz com que os votos em determinado candidato ou candidata seja computados a ela ou ele, e não para outra pessoa.
Meses antes de cada eleição no país, especialistas em computação e instituições da área de tecnologia são chamados para tentar fraudar a urna eletrônica e as eventuais brechas encontradas são corrigidas pela Justiça Eleitoral.
Em todo o país, por ordem de sorteio, as urnas que participam do processo eleitoral, são escolhidas para um teste público, outro ponto muito questionado pelos bolsonaristas. O teste, conhecido como auditoria, foi criado para aprimorar o processo eletrônico de votação, sendo assim, além das internas, o processo auditável é aberto para as cidadãs e cidadãos, partidos políticos, fiscais de partidos, candidatas e candidatos, OAB e Ministério Público, que podem fiscalizar o processo.
Antes do início da votação, cada urna emite um documento semelhante ao cupom fiscal, a “zerésima”, que atesta que ela não guarda nenhum voto. Ao fim da votação, ele emite um outro documento, desta vez, apresentando o resultado da apuração dos votos daquela seção eleitoral, dados que podem ser conferidos pelos partidos políticos e por qualquer cidadão.
Por fim os eleitores são identificados por meio da impressão digital, o que impede que uma pessoa vote no lugar de outra ou fora de sua seção eleitoral

Já nas eleições quando usavam a cédulas impressas, seguía a estratégia de embate entre os grupos políticos, no qual envolviam a compra de votos, impedimento ou coação de eleitores, para que livremente escolhessem seus candidatos ou candidatas, além do roubo de urnas eleitorais, que na época eram madeira, metal ou lona e também adulteração das actas eleitorais modificando os números dos resultados reais da votação.
O sistema mais conhecido de compra de voto era quando o eleitor recebia a cédula do mesário, entrava na cabine de votação e, em vez de preenchê-la e depositá-la, a guardava em branco e no lugar colocava um papel qualquer na urna. Do lado de fora da seção ficava a pessoa incumbida de garantir a fraude, ela recebia a cédula oficial, assinalava com o número do candidato o qual representava e entregava para outro eleitor, que posteriormente depositava a cédula já preenchida e pegava outra em branco, e assim, repetindo processo fraudulento.
Outras formas de fraudar as eleições eram:
No final da votação, as urnas com os votos coletados durante o dia eram substituídas por outras com votos indevidamente preenchidos, beneficiando determinado candidato.
A contagem e registro dos resultados eram feitos de acordo com o número de legenda dos candidatos, porém algumas continham apenas o nome do candidato, desta forma, o fraudador as preenchiam com o número de outro candidato.
Os votos eram obrigatoriamente marcados com caneta azul, no entanto, no momento da apuração ao se deparar com votos em branco, o apurador preenchia a cédula com a cor obrigatória.
Antes de chegar aos locais de votação, as urnas oficiais eram roubadas para prejudicar a votação em locais específicos.
A identificação antes de encaminhar-se para a cabine de votação é obrigatório, no entanto, o eleitor apresentava um documento falso para se identificar na seção eleitoral ou mudava seu visual, desta maneira o mesmo poderia votar mais de uma vez, em diferentes seções eleitorais. Era possível, até mesmo, votar por pessoas já falecidas.
As cédulas do estoque de segurança das seções eleitorais eram preenchidas e inseridas nas urnas, desta maneira beneficiando um candidato ou candidata específica.
Por fim, ao digitar o mapa de resultados por cada estado, os votos eram retirados de um candidato e dado a outro, dentro da mesma legenda.
Com isso o fim do voto coletado e a informatização do processo eleitoral no Brasil, diminuiu ao máximo a intervenção humana, principal causa dos erros intencionais ou não.

























