Término da Emergência de Saúde Global da COVID-19: O que isso significa para o mundo?
O fim da emergência de saúde global da COVID-19 não significa que que as contaminações pela doença acabou. "O vírus continua sendo uma ameaça significativa", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, Chefe da OMS.
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Na última sexta-feira (05), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da emergência de saúde global da COVID-19. Essa declaração foi feita três anos e cinco meses após a pandemia ter abalando o mundo, matado 7 milhões de pessoas e causado imensas mudanças e impactos sociais, econômicos e políticos. Mais de 765 milhões de infecções por Covid foram registradas e confirmadas em todo o mundo.
Mas o que significa exatamente o fim da emergência de saúde global da COVID-19 para o mundo? Primeiramente, é importante destacar que a Covid-19 não acabou. Ainda existem casos e mortes acontecendo em todo o planeta, e é preciso continuar a tomar medidas de prevenção e controle da doença, como, por exemplo, a vacina já disponível em todo o mundo. As vacinas foram um dos principais pontos de virada na pandemia. Segundo a OMS, 13 bilhões de doses foram dadas, permitindo que muitas pessoas fiquem protegidas de doenças graves e morte.
No entanto, a mudança de status pela OMS indica que a situação está mais sob controle e que as nações têm mais conhecimento e capacidade para lidar com a doença. As autoridades disseram que a taxa de mortalidade do vírus caiu de um pico de mais de 100.000 pessoas por semana em janeiro de 2021 para pouco mais de 3.500 em 24 de abril. Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS por meio de um comunicado que o número real estava "provavelmente" mais próximo de 20 milhões de mortes, representando quase três vezes a estimativa oficial, porém alertou que o vírus continua sendo uma ameaça significativa.
"Ontem, o Comitê de Emergência se reuniu pela 15ª vez e me recomendou que eu declarasse o fim da emergência de saúde pública de interesse internacional. Aceitei esse conselho. É, portanto, com grande esperança que declaro o Covid-19 encerrado uma emergência de saúde global", disse Tedros, e complementou afirmando que “A pior coisa que qualquer país pode fazer agora é usar esta notícia como uma razão para baixar a guarda, para desmantelar os sistemas que construiu ou para enviar a mensagem ao seu povo de que o Covid-19 não é motivo de preocupação.”
A decisão foi considerada cuidadosamente por algum tempo e tomada com base na análise cuidadosa dos dados, isso significa que o órgão deve também se concentrar em outros temas de saúde global, além da COVID-19, o que inclui doenças infecciosas emergentes, como o Marburg e Zika, e outras questões que afetam a saúde mundial, como a obesidade e os impactos das mudanças climáticas na saúde. Agora caberá a cada país continuar a administrar a Covid da maneira que achar melhor, ou seja, cada nação tem autonomia para decidir suas próprias políticas em relação à doença.
Outra mudança significativa que pode surgir com o fim da emergência de saúde global da COVID-19 é a diminuição dos fechamentos de fronteiras e restrições de viagem. Muitos países adotaram medidas mais rígidas para impedir a propagação do vírus, o que afetou a economia e a vida das pessoas. Com a melhoria da situação epidemiológica em muitos lugares, essas restrições podem ser afrouxadas.
Por fim, o fim da emergência de saúde global da COVID-19 deve ser celebrado como uma conquista de todos os que trabalharam incansavelmente para combater a doença no mundo, mas sem baixar a guarda. O mundo ainda enfrenta um longo caminho para se recuperar totalmente da crise sanitária causada pelo novo coronavírus. De modo geral, o fim da emergência de saúde global da COVID-19 não significa que as precauções devem ser esquecidas. Mesmo com a retomada das atividades, é fundamental manter as medidas de proteção.


























