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Tensão na Terra da Magia: Entenda a Disputa Entre a Disney e o Governador da Flórida

Apr 27, 2023
3 min read
A Walt Disney Co (DIS.N) processou o governador da Flórida, pedindo a um tribunal que anule os esforços do estado para controlar a Disney World.

Foto Reprodução / Internet



Nos últimos meses, uma disputa tem chamado atenção na Terra da Magia, também conhecida como Walt Disney World Resort, na Flórida. Na quarta-feira (26) a Disney entrou com uma ação judicial contra o governador do estado americano, o republicano Ron DeSantis, pedindo a um tribunal que anule os esforços do estado para controlar a Disney World, o que intensificou ainda mais a briga judicial entre a gigante do entretenimento e possível candidato à presidência dos Estados Unidos.

No processo, a Disney acusou DeSantis e seus apoiadores de usar ilegalmente o governo do estado para punir uma empresa por expressar uma opinião que deveria ser protegida pelos direitos de liberdade de expressão, ou seja, a companhia está o acusando de organizar uma campanha de "retaliação governamental" em um processo na Justiça. A briga começou em 2022, quando criticou uma lei estadual que proíbe a discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas escolas primárias. Desde então, ambos vem travando uma guerra de declarações e ações judiciais.


DeSantis é amplamente visto como um potencial candidato à presidência dos EUA., dentro do partido republicano. Ele apoiou medidas como a proibição do aborto e a lei que proíbe a discussão sobre orientação sexual e identidade de gênero para alunos com menos de dez anos, mas este mês, a Florida, expandiu a proibição para mais faixas etárias.


Foto Reprodução / Internet


Recentemente os legisladores da Flórida aprovaram a anulação de um acordo envolvendo o parque temático da empresa no Estado. Após as críticas efetuadas pela Disney citando essa lei, os deputados do estado votaram para remodelar o distrito especial que havia sido criado há mais de 50 anos para supervisionar o desenvolvimento da terra ao redor da Disney World, que inclui quatro parques temáticos, dezenas de hotéis e locais de entretenimento. Com isso, DeSantis acabou ganhando o direito de nomear membros para o conselho administrativo do distrito, e assim, retirando essa autoridade dos proprietários de terras no distrito de 100 quilômetros quadrados. A Disney é o maior dos proprietários.


Antes que o novo conselho fosse instalado, a gigante do entretenimento havia chegado a um acordo de última hora, que traçava o escopo do desenvolvimento no distrito e que concedia à Disney o direito de revisar quaisquer mudanças nas propriedades dentro de seus limites. Mas a batalha entre o governador e a Disney ganhou um novo destaque. DeSantis disse que estuda uma série de novas medidas, incluindo novos impostos, pedágios e até a abertura de uma prisão estadual perto dos parques.


A companhia afirmou que as medidas de DeSantis para assumir o controle sobre suas operações são uma ameaça a seus negócios e violam seus direitos constitucionais. A empresa pediu que a Justiça impeça o governo estadual de anular o acordo. Na ação movida no tribunal federal em Tallahassee, a empresa disse que visa proteger os funcionários, convidados e desenvolvedores da Disney World de retaliação por expressar um ponto de vista político impopular com certos funcionários do Estado.


"A Disney lamenta que tudo tenha chegado a esse ponto", disse a divisão de parques da empresa no processo, aberto em um tribunal federal da Flórida. (...) Mas, tendo esgotado os esforços para buscar uma solução, a empresa não tem escolha a não ser abrir este processo para proteger seus membros, convidados e parceiros de desenvolvimento local de uma campanha implacável para armar o poder do governo contra a Disney em retaliação por expressar uma opinião política que é impopular entre certos funcionários do Estado. (...) O processo é mais um exemplo infeliz de sua tentativa de contrariar a vontade dos eleitores da Flórida e operar fora dos limites da lei."

Já DeSantis, argumentou que a Disney, que emprega cerca de 75.000 pessoas na Flórida, vinha desfrutando de vantagens injustas há décadas.“Não temos conhecimento de nenhum direito legal que uma empresa tenha de operar seu próprio governo ou manter privilégios especiais”, disse o porta-voz de DeSantis, Jeremy Redfern, na quarta-feira em uma publicação no Twitter.


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