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Roe vs. Wade: Entenda mais sobre a lei federal revogada nos EUA que vem gerando grandes protestos

Jun 26, 2022
2 min read

A Suprema Corte ou Supremo Tribunal dos Estados Unidos, na sexta-feira (24), tomou uma resolução, na qual destituíram o direito constitucional ao aborto legal no país, com seis votos contra três, os juízes derrubaram a chamada Roe contra Wade, lei federal pelo qual foi reconhecido o direito das mulheres americanas ao aborto ou interrupção voluntária da gravidez, a lei foi estabelecida pela própria Suprema Corte, em 22 de janeiro de 1973, numa decisão histórica sobre o tema.


A medida estava em vigor há 49 anos e com a mudança o aborto não passa a ser no país, mas abre espaço para que os estados americanos adotem vetos locais, confirmando assim uma decisão que havia sido vazada sobre o assunto e representando uma vitória para o partido Republicano e as alas conservadoras e religiosas do país, que desejavam proibir a interrupção legal da gestação.


A decisão foi tomada utilizando como referencia uma lei criada no estado do Mississipi, no ano de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação, até mesmo em casos onde ocorrem estupro, poucas horas depois da Roe vs. Wade ser anulada, uma onda de protestos passou a ocorrer em diversos estados no país, principalmente em alguns deles que por serem conservadores imediatamente começaram a ativar as chamadas trigger laws (leis de gatilho), que prevê o banimento imediato ou a curto prazo da prática do aborto.


Dakota do Sul, Louisiana e Kentucky, foi banido imediatamente, porém o estado de Oklahoma, uma lei de proibição já havia sido aprovada no mês de maio, sendo assim, não será contestada - Idaho, Tennessee e Texas o banido ocorrerá em até 30 dias - Arkansas, Dakota do Norte, Mississippi, Missouri, Utah e Wyoming o banido se dará mediante procuração - Arizona, Geórgia, Carolina do Norte, Iowa, Wisconsin, Minnesota, Ohio, West Virginia e Alabama serão os próximos que em breve adotará as restrições.


Já outros estados prometeram proteger o direito ao aborto, a capital Washington DC , o prefeito, Muriel Bowser, declarou que a cidade adotará uma "pró-escolha”, os governadores democratas da Califórnia e Oregon prometeram proteger os direitos das mulheres ao aborto e também em ajudar aquelas que viajar para a costa oeste de outros estados para efetuar abortos, já o governo americano sinaliza lutar para impedir que estados proíbam a pílula abortiva, e segundo palavras do próprio presidente Joe Biden, ele considera essa decisão como "erro trágico" decorrente da "ideologia extremista".


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