Ponte Rio-Niterói tem tráfego totalmente liberado após colisão de navio abandonado
No início da noite da segunda-feira (14), por volta das 18h30, uma embarcação abandonada de grande porte que estava ancorada havia seis anos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, colidiu contra a Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio–Niterói, que faz a travessia entre os municípios do Rio de Janeiro e Niterói. De acordo informado pela Marinha do Brasil, a embarcação de nome São Luiz, teve sua amarra partida o que fez com a âncora se desprendesse do fundo rio, posteriormente a embrancarão se deslocou em decorrências dos fortes ventos na região, de até 50 milímetros e ventos de até 60 km/h, o levando então de encontro com um pilar de sustentação da ponte.
A Ponte teve o tráfego nos dois sentidos por cerca de seis horas, sendo totalmente liberada por volta das 10h50 desta terça-feira (15). Segundo a concessionária Ecoponte, que administra a ponte, uma avaliação foi feita na estrutura e mostrou que a colisão do navio não comprometeu a estrutura da via. Alguns reparos foram efetuados no guarda-corpo e somente após foi possível liberar o tráfego.
Segundo ainda informado, o navio petroleiro, com bandeira das Bahamas, tem peso bruto de 62,7 mil toneladas e mede 244,75 x 42,36 metros, construído em 2013, possui uma história de trabalho análogo por trás dele. Se acordo com a documentação Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (SRT/RJ), em novembro de 2021 durante uma inspeção efetuada por auditores fiscais do órgão, dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão, ele foram encontrados em condições bastante degradantes. Ainda segundo informado pela Superintendência, os trabalhadores resgatados trabalhavam em uma escala de 15 dias embarcados e sete dias fora, das 8h às 0h, não possuíam contrato assinado, eram remunerados com R$ 1.000,00 por mês e nunca receberam 13º salário e nem férias.
Um Inquérito será instaurado para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente. A embarcação será rebocada e levada para atracação no porto do Rio de Janeiro.
Momento da colisão



























