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Nova variante Arcturus da covid-19 preocupa autoridades no Brasil; Veja como identificar os sintomas

May 2, 2023
3 min read
Os casos conhecidos da nova variante da Covid-19, chamada de Arcturus, vem aumentando no mundo, mas em comparação com outras cepas a contaminação ainda é baixa.

Foto Reprodução / Internet



Uma nova variante da Covid-19, chamada de Arcturus, vem preocupando as autoridades de saúde no Brasil. Esta cepa do vírus, que foi identificada pela primeira vez na Índia em janeiro deste ano, apresenta-se como uma mutação do coronavírus original. Essa linhagem recém-descoberta, também chamada de XBB.1.16, já circula no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a nova cepa foi detectada no Estado de São Paulo.

Como outras cepas emergentes do coronavírus, a nova variante, Arcturus, tem sido categorizada como "variante de preocupação" pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela vem sendo tratada desde meados de abril como uma variante de interesse (VOI, na sigla em inglês), pelo órgão, em função da sua rápida disseminação nas últimas semanas.

De acordo com os especialistas, mesmo que cause sintomas diferentes em comparação com cepas anteriores como conjuntivite e quadros de febre alta, essa nova linhagem da Covid-19, até o momento não apresentou potencial para ocasionar uma nova onda de mortes e hospitalizações, ou até mesmo, causar riscos mais graves à saúde.

Os especialistas ainda asseguraram que as atuais vacinas disponíveis nas redes de saúde possuem o potencial de proteger as pessoas contra a variante recém-descoberta. A Arcturus é uma linhagem que descende da BA.2 e que por sua vez provém da Ômicron. No dia 17 de abril, a OMS modificou a classificação como "variante de monitoramento", devido a sua rápida disseminação em alguns países no mundo, como Índia e Estados Unidos. Esta cepa já foi sequenciada em ao menos 37 países, incluindo Austrália, Canadá e Reino Unido.


Segundo dados levantados pela OMS, globalmente verificou-se um aumento semanal na prevalência da Arcturus. Entre o final de fevereiro e início de março deste ano, a prevalência da XBB.1.16 era de 0,52%, porém nos índices atuais registrados subiu para 4,31%. A variante atualmente mais comum é a XBB.1.5, também conhecida como Kraken, com 45%. De acordo com a agência, a avaliação de risco global para Arcturus (XBB.1.16) é baixa em comparação com a Kraken (XBB.1.5), no entanto, existe uma possibilidade de se tornar a primeira mais predominante.

No último relatório técnico publicado nesta semana pela, a organização internacional de saúde informa que não foi relatada nenhuma mudança na gravidade da saúde de pacientes infectados com a nova variante em países onde o vírus está circulando. Somente na Índia e na Indonésia, foi presenciado um ligeiro aumento na ocupação de leitos, porém os patamares de internações ainda é considerado abaixo do que foi observado em ondas de variantes anteriores. Mesmo que os riscos da Arcturus sejam baixos, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em entrevista coletiva no dia 26 de abril, falou sobre a circulação do vírus no mundo.

Foto Reprodução / Internet



Entre os sintomas da nova variante Arcturus estão: Conjuntivite, tosse seca e episódios febris, vistos com menos frequência em cepas que predominaram no passado, provando que "o vírus não muda apenas em termos de estrutura genética, mas também em relação à própria sintomatologia. Embora não exista nenhum estudo específico que ateste que a nova variante seja mais letal, o vírus seguirá infectando muitas pessoas e matando outras, especialmente não vacinados, pessoas que possuem quadro vacinal incompleto e grupos de maior risco, como idosos e imunossuprimidos.

Para se prevenir da nova variante Arcturus do coronavírus, as pessoas devem seguir as mesmas diretrizes de prevenção recomendadas desde o início da pandemia, como lavar as mãos com frequência. Além disso, é extremamente importante que as pessoas sejam vacinadas com a maior brevidade possível. A vacinação é a melhor maneira de se proteger contra a Covid-19 e suas variantes emergentes.


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