Nova imagem de um buraco negro revela detalhes nunca vistos antes pela astronomia; Confira
Na manhã desta quinta-feira (13), a história da astronomia mudou para sempre. Finalmente, pudemos ver a primeira imagem de um buraco negro (Pōwehi como também é chamado), com uma visão jamais alcançada antes. O buraco negro, fotografado visivelmente borrada divulgada em 2019, pode ser vista com mais precisão e detalhes inéditos. O objeto astronômico está localizado no centro de uma galáxia elíptica supergigante, nomeada como Messier 87 (M87*, também chamada de Virgo A ou NGC 4486 e também às vezes chamado de rosquinha laranja nebulosa), na constelação de Virgem e a cerca de 53,5 milhões de anos-luz da Terra.
A foto foi capturada graças ao trabalho de uma astrofísica brasileira, Lia Medeiros, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados dos Estados Unidos e de uma equipe de cientistas, membros do projeto de colaboração internacional Event Horizon Telescope – EHT (ou Telescópio do Horizonte de Eventos, em português), um grande conjunto de telescópios, que e abril de 2017, alcançou, pela primeira vez a resolução total da matriz.

"Com a primeira imagem de M87* aprendemos muito sobre o buraco negro em si e sobre como o ele engole a matéria ao seu redor. Agora, com essa nova imagem mais nítida, vamos poder fazer novos testes da gravidade e aprender mais ainda sobre o que está acontecendo com a matéria ao redor do buraco negro", contou Lia em uma entrevista, e continuou, “Como não podemos estudar os buracos negros de perto, os detalhes de uma foto desempenham um papel crucial na compreensão de seu comportamento”, explicou a astrofísica.
Visão geral das simulações geradas para o conjunto de treinamento do algoritmo PRIMO. Crédito: Medeiros et al. 2023
O buraco negro tem uma massa cerca de seis bilhões de vezes maior que a do Sol e é cercado por um anel de poeira e gás quente arrastado pela atração gravitacional. A imagem divulgada mostra o anel iluminado em torno do buraco negro por conta da sua massa. O buraco negro é uma região do espaço tão densa e escura que nada que entre pode escapar, nem mesmo a luz. Tudo que cruza o limite do buraco negro é sugado e tragado pelo seu campo gravitacional. Segundo a astrofísica brasileira, com a nova técnica de aprendizado de máquina, PRIMO, foi possível atingir a resolução máxima da matriz atual. O PRIMO, que significa modelagem interferométrica de componentes principais, foi desenvolvido pelos membros do EHT.
"Como não podemos estudar os buracos negros de perto, o detalhe de uma imagem desempenha um papel crítico em nossa capacidade de entender seu comportamento. A largura do anel na imagem agora é menor em cerca de um fator de dois, o que será uma restrição poderosa para nossos modelos teóricos e testes de gravidade", disse Lia.
A imagem capturada abre portas para novas pesquisas e descobertas no campo da astrofísica, além de representar um avanço significativo para os estudos astronômicos.

























