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Jair Bolsonaro volta a fazer ataques contra as urnas eletrônicas e ao TSE

Jul 19, 2022
2 min read

O atual presidente da república Jair Bolsonaro (PL), em uma reunião na realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores de vários países na tarde da segunda-feira (18), voltou a efetuar ataques sem provas ao sistema de votação eleitoral brasileiro, reproduzindo novamente em seu discurso suspeitas já desmentidas por órgãos oficiais sobre as eleições de 2018 na qual foi eleito e a segurança das urnas eletrônicas, que não funcionam conectadas à internet.


No mesmo discurso, ele também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à Presidência e primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, também por várias vezes utilizou o nome da instituição das forças armadas para justificar tal ataques.


"Quando se fala em eleições, vem a nossa cabeça transparência. E o senhor Barroso (Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE) , também como senhor Edson Fachin (presidente do TSE), começaram a andar pelo mundo me criticando, como se eu estivesse preparando um golpe. É exatamente o contrário o que está acontecendo"


"Não é o TSE quem conta os votos, é uma empresa terceirizada. Acho que nem precisava continuar essa explanação aqui. Nós queremos obviamente, estamos lutando para apresentar uma saída para isso tudo. Nós queremos confiança e transparência no sistema eleitoral brasileiro"


Pré-candidatos divulgaram notas de repúdio por meio das suas redes sociais pela desacreditação de Bolsonaro sobre a segurança das nossas urnas eletrônicas diante dos diplomatas:


"Depois do horrendo espetáculo promovido, hoje, por Bolsonaro, ele não pode ser mais presidente de uma das maiores democracias do mundo ou o Brasil não pode mais se dizer integrante do grupo de países democráticos. Nunca, em toda a história moderna, o presidente de um importante país democrático convocou o corpo diplomático para proferir ameaças contra a democracia e desfilar mentiras tentando atingir o Poder Judiciário e o sistema eleitoral. Bolsonaro cometeu vários crimes de responsabilidade e temos que buscar instrumentos legais para retirá-lo do cargo. Sei que se trata de uma tarefa delicada porque temos uma figura como Arthur Lira na presidência da Câmara, a quem caberia dar andamento a um pedido de impeachment. Não há mais paciência política nem armadura institucional capazes de suportar tamanho abuso. Muito menos complacência de se interpretar organização clara e deliberada de golpe como arroubos retóricos ou desatinos de um presidente desqualificado", disse Ciro (PDT).


"Se o presidente não sofrer nenhuma consequência por seus atos criminosos na data de hoje, ele vai ter certeza absoluta de que poderá fazer qualquer coisa. De demonizar pleito, a tentar um golpe", disse André Janones (Avante).


"É uma pena que o Brasil não tenha um presidente que chame 50 embaixadores para falar sobre algo que interesse ao país. Emprego, desenvolvimento ou combate à fome, por exemplo. Ao invés disso, conta mentiras contra nossa democracia." disse Lula (PT).


"O Brasil passa vergonha diante do mundo. O presidente convocou embaixadores e utilizou de meios oficiais e públicos para desacreditar mais uma vez o sistema eleitoral brasileiro. Reforço minha confiança na Justiça Eleitoral e no sistema de votação por urnas eletrônicas", disse Simone Tebet (MDB).


Os ministros do STF e TSE também publicaram notas reafirmando a segurança do processo eleitoral brasileiro.



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