Homem suspeito de comandar ataques violentos no RN é morto em confronto com a polícia
Na noite de segunda-feira (15), o Rio Grande do Norte foi palco de mais uma série de ataques criminosos em diversas cidades do estado, como a capital, Natal, e pelo menos outras 24 cidades do estado. De acordo com a Polícia Militar, a ação é organizada por uma facção que tem queimado prédios públicos, comércios e veículos. Ainda segundo informado pelas militares, durante esta madrugada, 100 homens da Força Nacional chegaram ao estado para reforçar a segurança e que 28 pessoas já foram presas desde o início dos ataques. Uma pessoa morreu em um confronto com a polícia e ao menos duas pessoas ficaram feridas durante as ações de violência. Apesar do reforço na segurança, os ataques seguiram em várias partes do estado.
Essa onda de violência consiste principalmente na queima de ônibus e carros, além de tiroteios e explosões de caixas eletrônicos. Os alvos parecem ser escolhidos aleatoriamente, sem um padrão claro. No entanto, os prejuízos para a população estão sendo enormes, já que muitas pessoas dependem do transporte público para se deslocar. Na capital do estado, a prefeitura suspendeu atendimento em unidades básicas de saúde e em escolas da rede municipal. Universidades suspenderam as aulas na terça-feira após a sucessão de ataques.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o motivo para os ataques seria uma represália de membros de facções criminosas, por uma apreensão de drogas e armas recentemente, porém na manhã desta quarta, com a sequência dos ataques, a polícia disse que havia o envolvimento de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios, que fazem exigências sobre as condições nos presídios, como acesso a aparelhos de televisão e visitas íntimas. Um homem de 29 anos apontado pela polícia como um dos responsáveis por organizar os ataques, morreu após um confronto com policiais, em João Pessoa, nesta madrugada.

Segundo Luciano Augusto, delegado do Departamento de Investigação Contra o Crime Organizado no Rio Grande do Norte (DEICOR-RN), José Wilson da Silva Filho era foragido dos sistemas prisionais da Paraíba e do Rio Grande do Norte e estava escondido no bairro de Paratibe, na capital paraibana e ele fazia parte do grupo de criminosos responsável pelos ataques. O delegado também informou que o criminoso já era monitorado pelo departamento há cerca de um ano. A investigação aponta que ele distribuía armas e dinheiro para o grupo que fez os ataques. A polícia segue investigando os casos e tentando identificar se há mais responsáveis pelas ações. Enquanto isso, a população vive em estado de medo e incerteza, sem saber quando os ataques vão parar. O governo estadual já pediu o apoio das forças armadas para ajudar no controle da situação.




























