Fiocruz emite alerta sobre o retorno do sorotipo 3 da dengue: Veja o que é preciso para se proteger
Instituído revela ressurgimento da tripagem 3 da doença e fez um alerta sobre o risco de uma nova epidemia no país. A pesquisa usou como base o registro de quatro casos este ano.
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A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) fez um alerta nesta quinta-feira (11) para a população sobre o retorno do sorotipo 3 da dengue. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), revelou um recente ressurgimento do sorotipo 3 do vírus da dengue no Brasil, acendendo uma preocupação para o risco de uma nova epidemia da doença causada por esse sorotipo viral. Há mais de 15 anos não é registrado contagio por decorrência desta tripagem viral da dengue no país.
É importante lembrar que a dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode causar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e manchas vermelhas na pele, podendo evoluir para casos mais graves, como a dengue hemorrágica. A transmissão da doença acontece principalmente nos meses mais quentes e chuvosos do ano, quando há maior proliferação do mosquito. O sorotipo 3 da dengue, em especial, não circulava no país desde 2010 e, por isso, a população pode estar mais suscetível à doença.
A pesquisa usou como base uma evidenciação genética dos vírus referentes a quatro casos registrados este ano, três em Roraima, na Região Norte, e um no Paraná, no Sul do país. De acordo com o instituto, a circulação de um sorotipo há tanto tempo ausente preocupa especialistas.
"Nesse estudo, fizemos a caracterização genética dos casos de infecção pelo sorotipo 3 do vírus dengue. É um indicativo de que poderemos voltar a ter, talvez não agora, mas nos próximos meses ou anos, epidemias causadas por esse sorotipo", alertou, por meio de uma nota, o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia e pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC/Fiocruz, que atua como referência regional para dengue, febre amarela, chikungunya, Zika e vírus do Nilo ocidental.
A Fiocruz, também disse que vírus da dengue tem quatro sorotipos e a infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, no entanto, é possível contrair a dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente. Já o risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3, pode acontecer se houver baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse tipo de vírus nas epidemias anteriores. O instituto afirmou que ainda existe o perigo da forma mais grave da dengue, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro tripagem.
Para prevenir a dengue, a Fiocruz recomenda as mesmas medidas simples veiculadas em campanhas contra a doença, como colocar areia nos pratinhos de plantas, lavar semanalmente os recipientes utilizados para armazenar água, não deixar acumular água parada em pneus, garrafas e latas, usar repelentes e telas de proteção nas janelas. Além dessas medidas, é importante ficar atento aos sintomas da doença, procurar atendimento médico imediatamente e evitar o uso de medicamentos como aspirina, que podem aumentar o risco de sangramentos em caso de doença hemorrágica.


























