Escolas investem em medidas de segurança para proteger alunos e funcionários; Confira algumas delas
As próprias instituições de ensino, os órgãos federais e estaduais vem implementado medidas de segurança para garantir a proteção dos alunos e dos funcionários nas escolas e creches brasileiras.
Foto Reprodução da Internet
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma série de ameaças de massacres em escolas, gerando apreensão dos pais, alunos e funcionários das instituições de ensino. Muitas escolas vêm adotando várias medidas de segurança para garantir a proteção de seus alunos e funcionários. Entre as principais medidas adotadas pelas escolas e creches brasileiras estão a instalação de câmeras de segurança e contratação de vigilantes, aumento dos números de rondas escolares realizadas pela Polícia Militar, orientações aos pais e conversas por meio de palestras, debates e atividades educativas entre psicólogos e a PM com os estudantes, entre outras.
As câmeras de segurança são um dos principais recursos utilizados pelas escolas para monitorar o ambiente escolar e identificar possíveis ameaças. Com a tecnologia atual, é possível instalar câmeras em todos os corredores, salas de aula, pátios e outros locais estratégicos da escola, permitindo que a equipe de segurança monitore tudo em tempo real. Outra medida adotada pelas escolas e creches é a contratação de vigilantes ou seguranças privadas, que ficam responsáveis por fazer pelo ambiente escolar e garantir a segurança de todos. Esses profissionais são treinados para identificar possíveis ameaças e agir rapidamente em caso de emergência.
Na terça-feira (18) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em reunião com chefes dos Três Poderes, governadores e ministros, que as plataformas digitais e as famílias devem ser chamadas a colaborar com a manutenção da paz nas escolas. O objetivo do encontro realizado entre as autoridades no Palácio do Planalto, em Brasília, foi debater meios para reforçar a segurança no ambiente escolar após os episódios de violência em Blumenau (SC) e em São Paulo (SP) nos últimos dias. "As chamadas plataformas, as chamadas grandes empresas que ganham dinheiro com a divulgação da violência, estão cada vez mais ricos. Alguns são os empregados mais ricos do planeta terra e continuam divulgando qualquer mentira. Não tem critério", afirmou o presidente brasileiro.
"Ou nós temos coragem de discutir a diferença entre liberdade de expressão e cretinice, ou não vamos chegar muito à frente. Ou nós levamos em conta a necessidade de educar os pais... Porque a família tem que estar envolvida nesse processo, tem que ter responsabilidade e ajudar a escola", complementou Lula em trecho do discurso.
Durante o pronunciamento, o presidente Lula também disse acreditar que a garantia da paz nas escolas não será feita apenas com medidas de segurança pública. "A gente não vai resolver esse problema só com dinheiro, elevando muro da escola e colocando detector de metais. Eu fico imaginando as crianças sendo revistadas na porta das escolas, como seria patético para os pais, para o prefeito, para o governador, para o presidente da República e para as instituições desse país. Uma criança de 8 anos ter que mostrar a mochila."
"Não vamos transformar as nossas escolas em uma prisão de segurança máxima, que não tem solução. Não tem dinheiro para isso, nem é politicamente correto, humanamente correto, socialmente correto. Se a gente tentar fazer isso, a gente está dando uma demonstração de que não servimos para muita coisa, porque nós não sabemos resolver o problema real", declarou.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, também havia anunciado no dia 12 de abril, uma série de medidas para reforçar a segurança nas redes de ensino do país. A declaração foi feita após a onda de ameaças que circulava nas redes sociais sobre um massacre coordenado que ocorreria nas escolas brasileiras, fazendo menção ao ataque que ocorreu no dia 20 de abril de 1999, quando Eric Harris e Dylan Klebold entraram armados no Columbine High School, em Littleton, no Colorado, e atiraram contra seus colegas e professores. Na ocasião, 13 morreram e mais de 20 feridos no massacre. Entre as medidas apresentada pelo ministro, foi a elaboração de um trabalho coordenado com as delegacias de crimes cibernéticos com objetivo de identificar materiais que fazem apologia a ataques, a proibição para que as plataformas de mídia social, não aceitem novos perfis a partir de endereços já identificados como os ameaçadores e que as mesmas repassem aos delegados de polícia informações que permitam a rápida identificação do usuário ou do terminal de conexão com a internet, o que facilitaria as investigações e a mais importante uma proposta aos governadores estaduais para a criação de comitês objetivando a segurança nas instituições de ensino. Por fim, além das próprias instituições de ensino, os órgãos federais e estaduais vem implementado medidas para promover e garantir a proteção dos alunos e dos funcionários nas escolas e creches do Brasil, diante da crescente ameaça de massacres e ataques ocorridos.


























