google-site-verification=f-pSFHokuJvE9Ku_wLHBLw1IkvrhWWZBLp6RQ5OyjPA
top of page

Documentos vazados da Uber, revela truques obscuros usados nos lucrativos mercados europeus

Jul 12, 2022
3 min read

A Uber Technologies Inc. ou somente Uber é empresa multinacional americana prestadora de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano, por meio de um aplicativo que permite a busca por motoristas em locais próximos de um ponto de partida baseada em sua localização, ou seja, oferecendo um serviço semelhante ao tradicional táxi.


Na segunda-feira (11), Mark MacGann, um lobista de carreira que liderou os esforços do para conquistar governos na Europa, Oriente Médio e África, em uma entrevista concedida ao jornal inglês " The Guardian", se identificou como a fonte que vazou mais de 124.000 arquivos da empresa. O jornal divulgou que "liderou uma investigação global sobre os arquivos vazados do Uber, compartilhando os dados com organizações de mídia de todo o mundo por meio do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ)".


MacGann ocupou o cargo executivo sênior na Uber entre 2014 e 2016, função que o permitiu estar no centro das decisões tomadas nos mais altos níveis da empresa, no período em que ela estava forçando sua entrada nos mercados, violando as leis de licenciamento de táxi. Ele supervisionou as tentativas da Uber de persuadir os governos a mudar os regulamentos de táxi e criar um ambiente de negócios mais favorável em mais de 40 países.


Nos arquivos vazados da Uber, nos quais MacGann obteve acesso, foram revelados dados confidenciais da multinacional, contendo notas informativas, relatórios de segurança e dezenas de milhares de e-mails e trocas de WhatsApp, iMessage e bate-papo entre a equipe mais sênior da empresa na época, os documentos também incluem Travis Kalanick, o cofundador e então presidente-executivo da Uber, David Plouffe, que foi ex-assessor de campanha de Barack Obama que se tornou vice-presidente sênior da Uber, e Rachel Whetstone, executiva de relações públicas britânica que também ocupou cargos seniores no Google, Facebook e agora Netflix.


Alguns dos muitos pontos revelado por MacGann diz:

“A abordagem da empresa nesses lugares era essencialmente quebrar a lei, mostrar o quão incrível era o serviço da Uber e depois mudar a lei. Meu trabalho era passar por cima das autoridades da cidade, construir relações com o mais alto nível do governo e negociar. Foi também para lidar com as consequências.”
“Heaven”, também conhecido como “God View”, era a palavra-chave que os funcionários da Uber usavam na época para uma ferramenta que permitia que os funcionários usassem clandestinamente a tecnologia de back-end do aplicativo para monitorar os movimentos em tempo real de qualquer usuário no mundo".
“Parecia crianças brincando com uma poderosa tecnologia de vigilância”.
“Mesmo naquela época, estava me dando conta de que essa era uma empresa desonesta”.
“Acreditei no sonho que estávamos promovendo e tive uma overdose de entusiasmo”, contou MacGann. “Eu trabalhava 20 horas por dia, sete dias por semana, constantemente em aviões, em reuniões, em videoconferências. Não parei para dar um passo atrás”.

A empresa Uber usava um truque tão audacioso quanto engenhoso, que quando a polícia ou agências reguladoras abrissem o aplicativo Uber, veriam exatamente a mesma tela que o público via: dezenas de carros se movimentando pela cidade, no aguardo para serem chamados, porém muitos dos automóveis disponíveis eram falsos. A multinacional também chegou a criar uma versão tão fictícia de seu próprio aplicativo, que uma ferramenta secreta conhecida como Greyball, teve que ser projetada tendo como objetivo despistar as agências reguladoras e auxiliar seus motoristas não licenciados a fugir da lei. A ferramenta foi utilizada de maneira muito precisa que se tornou um segredo bem guardado, nos países europeus onde a Uber a implantou para enganar as autoridades, mas segundo informado a empresa parou de usar esta ferramenta no ano de 2017.


De acordo com o jornal inglês, os arquivos do Uber, um cache de documentos confidenciais vazados podem revelar como o Uber monitorou, enganou e evitou a polícia e agências reguladores, com o pleno conhecimento de seus executivos, incluindo Pierre-Dimitri Gore-Coty, que agora administra a Uber Eats, plataforma de entrega de refeições e alimentos online.


Empresa enfrenta escândalos, batalhas contínuas pelos direitos dos trabalhadores e tempos de espera não remunerados depois de atrair motoristas com enormes subsídios.

  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Telegram

Follow Our Networks

©2021 - 2023 by Portal D&A News - all rights reserved

bottom of page