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Chacina de família do DF: Polícia encontra mais três corpos de possíveis vitimas em cisterna

Jan 24, 2023
3 min read

A Polícia Civil do Distrito Federal informou, que na madrugada desta terça-feira (24), foram encontrados três corpos ainda não identificados, dentro de uma cisterna, na região de Planaltina e que provavelmente se seja dos últimos membros da família da cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos, uma das vítimas de uma chacina que ganhou as manchetes do país nesta semana. Segundo a Polícia, os corpos estavam localizados a cerca de cinco quilômetros de onde a família estavam sendo mantidas como reféns, antes de serem assassinadas.


Ainda de acordo com o delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, os corpos são de três mulheres e um homem, o que corresponde aos familiares de Elizamar, dados como ainda desaparecidos. O delegado contou que três suspeitos foram presos pelo crime, além de um quarto que era procurado. Um deles colaborou com a investigação e forneceu a localização dos corpos encontrados nesta terça. Entenda mais o caso.


O crime



Vitimas da chacina

O caso veio ao conhecimento público, no dia 14 de janeiro, quando parentes registraram um boletim de ocorrência reportando o desaparecimento desde do dia 12 deste mês da cabeleireira e dos três filhos pequenos, os gêmeos Rafael e Rafaela, de seis anos, e Gabriel, de sete anos. No dia seguinte, já com as investigações em curso, o veículo dela foi encontrado em uma rodovia estadual, perto da cidade de Cristalina, Goiás, com os quatro corpos carbonizados no interior do automóvel. Ainda no mesmo dia, as autoridades receberam a denúncia de que o marido dela, Thiago Belchior, também havia desaparecido. Após três dias, uma nova denúncia movimentou mais ainda o caso, familiares relataram que mais três pessoas da família haviam desaparecido: o pai, a mãe e uma irmã de Thiago, respectivamente: Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior, e Gabriela Belchior.


As investigações se intensificaram, fazendo com que o carro de Marcos Antônio, sogro de Elizamar, fosse localizado no dia 16, em uma rodovia de Unaí, Minas Gerais, a cerca de 98km de Cristalina. O veiculo também foi queimado com dois corpos dentro, que de açodo com a Policia, era de duas pessoas do sexo feminino, mas a confirmação das identidades dependem do resultado do IML. O corpo do sogro de Elizamar foi encontrado enterrado e esquartejado perto do imóvel usado usado como cativeiro pelos criminosos, em Planaltina (DF). A ex-mulher de Marcos e a filha deles Claudia Regina Marques de Oliveira e Ana Beatriz Marques de Oliveira também haviam sidos dadas como desaparecidas. Os corpos encontrados nesta terça, supostamente correspondem ao delas e também do marido de Elizamar. O total de corpos encontrados chega a 10, o mesmo número de desaparecidos. Cinco já foram oficialmente identificados.

Carro de Elizamar Cativeiro em Planaltina (DF)


As investigações


Com a investigações, a Polícia Civil, chegou a três suspeitos, Horácio Carlos, de 49 anos, e Gideon Batista, 55, detidos pela participação no crime, a polícia procurava por quarto suspeito: Carlomam dos Santos Nogueira, de 26 anos, que teria relação com Horácio e cuja digitais foram encontradas no cativeiro. A princípio os investigadores tomando como base no depoimento de um dos suspeitos, chegaram a acreditar que o marido e sogro da cabeleira teriam arquitetado o crime e fugido, no entanto, com o decorrer das investigações foi confirmado que eles também foram vítimas da chacina.


Em depoimento, Gideon permaneceu em silêncio, mas constatou-se que ele trabalhava com Marcos Antônio, sogro de Elizamar, as mãos dele estavam queimadas. Já Horácio, decidiu confessar o crime e passou a contar versão dos fatos, na qual chegou a dizer que os assassinatos haviam sidos encomendados pelo marido e sogro da cabeleira. Carloman, pouco tempo depois foi preso. De acordo com o depoimento de Horácio, Marcos precisava de dinheiro e arquitetou o plano contra a própria esposa, mas a versão foi desmentida pelos policiais. Ele também contou que ele asfixiou e ateou fogo contra o carro de Elizamar, com ela e as crianças dentro.


Horácio, relatou que após 4 de cárcere a sogra e cunhada da cabeleira foram levadas para serem queimadas no outro veículo. Ainda segundo o depoimento do preso, a todo momento, Thiago (marido) e Marcos (marido), de Elizamar, respondiam mensagens no celular para os outros familiares para não levantarem suspeitas. A principal tese para a motivação da barbárie teria sido motivada por dinheiro, uma vez que Marcos, havia vendido uma casa, em Santa Maria, no valor de R$ 400 mil. As investigações para elucidação dos assassinatos seguem em andamento.

Suspeitos presos







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