Canetinha emagrecedora: Nova moda entre os que buscam perder peso rapidamente 'não é cosmético'
O Ozempic vem sendo utilizado para fins cosméticos, mas o uso inadequado pode trazer riscos a saúde.
Foto Reprodução da Internet
A diabete e a obesidade são duas condições de saúde que têm se tornado cada vez mais prevalentes na sociedade moderna. Para o tratamento dessas doenças, muitas vezes são necessários medicamentos específicos. Nos últimos meses, uma canetinha com agulha na ponta virou uma febre entre as pessoas que buscam emagrecimento rápido. Em publicações nas redes sociais, celebridades e influenciadores digitais brasileiros e do mundo vem divulgando o Ozempic, medicamento aprovado para o tratamento de diabete tipo 2, obesidade e sobrepeso, ou seja, além de seu uso contra o diabete, os cientistas começaram a observar que a medicação também apresentou resultados para quem precisa perder peso. O remédio tem como princípio, a semaglutida (nome científico da molécula), e foi desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
A molécula da semaglutida possui uma similaridade em 94% ao hormônio GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon), produzido pelo intestino, e possui um tempo de duração no nosso organismo de cerca de uma semana. O estímulo dos receptores de GLP-1 pela semaglutida na região cerebral acaba sendo o responsável pela regulação da fome e leva a um aumento do grau de saciedade. Além da diminuição na vontade de comer alimentos gordurosos e altamente calóricos, consequente levando a perda de peso.
Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da medicação no Brasil, mas devem chegar às farmácias do país a partir do segundo semestre deste ano. Ainda existe uma compreensão limitada sobre quando esses medicamentos são realmente indicados e a importância de entender que ele não é um cosmético, mas sim uma ferramenta eficaz no tratamento de condições metabólicas. Segundo médicos ouvidos pela agência de notícias BBC News Brasil, a medicação simboliza o início de uma "era de ouro" no tratamento contra a obesidade, no entanto, o consumo indiscriminado para fins estéticos, sem orientação médica, preocupa.
A agência entrou em contato com a farmacêutica, responsável pela liraglutida e semaglutida, que enviou a seguinte nota de esclarecimentos sobre várias questões relacionadas ao uso desses medicamentos. O laboratório afirma que não endossa ou apoia "a promoção de informações de caráter off-label de seus medicamentos, ou seja, em desacordo com a bula", ou seja, o uso de medicamentos para situações não previstas na bula.
"O Ozempic, aprovado e comercializado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2, não possui indicação aprovada pelas agências regulatórias nacionais e internacionais para o tratamento de obesidade. Com o intuito de evitar risco à saúde com a utilização de medicamentos ineficazes ou inapropriados, a Novo Nordisk recomenda que os pacientes adquiram os produtos em locais oficiais, atentando para as apresentações aprovadas pela Anvisa e o preço ofertado, regulado pelo Governo Federal. Sobre os episódios de falta do medicamento, a Novo Nordisk diz que não é possível rastrear a finalidade de uso da semaglutida comprada nas farmácias, mas entende e lamenta "a preocupação e possíveis transtornos que essa indisponibilidade temporária poderá causar em pacientes com diabetes 2, seus familiares e cuidadores. Encaramos a situação de maneira extremamente séria e estamos trabalhando incansavelmente para superarmos esses desafios temporários."
O que é o Ozempic?
Ozempic é o nome comercial de um medicamento chamado semaglutida, que pertence a uma classe de medicamentos chamados agonistas do receptor de GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon). Ele é aprovado para o tratamento de diabete tipo 2 e obesidade em adultos. O Ozempic é administrado como uma injeção subcutânea semanalmente e idade aumentando a produção de insulina, visitando a produção de glucagon e retardando o esvaziamento gástrico, o que pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e promover a perda de peso em pacientes com diabete tipo 2 ou obesidade.
Quando o Ozempic é indicado?
O Ozempic é indicado para o tratamento de diabete tipo 2 em adultos quando a dieta e o exercício não são suficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue. Ele pode ser usado de forma gradual ou em combinação com outros medicamentos para diabete, como metformina, sulfoniluréias ou insulina. Além disso, o Ozempic também é indicado para o tratamento da obesidade em adultos com índice de massa corporal (IMC) de 30 kg/m² ou mais, ou com IMC de 27 kg/m² ou mais em presença de pelo menos uma condição relacionada ao peso, como hipertensão arterial, dislipidemia (níveis anormais de vitamina no sangue) ou apneia do sono. É importante destacar que o Ozempic é um medicamento que requer prescrição médica.
Como o Ozempic difere de cosméticos ou outras opções de tratamento?
É fundamental entender que o Ozempic não é um cosmético, mas sim um medicamento com propriedades farmacológicas específicas para o tratamento de diabete tipo 2 e obesidade. Diferentemente dos cosméticos que são utilizados para os cuidados pessoais, como aqueles que visam limpar, embelezar ou alterar a aparência do corpo.
Usos estéticos inadequados
Como citado no início da matéria, ela virou uma moda nas redes sociais e muita gente passou a utilizá-la por conta própria. Os especialistas explicam que o medicamento possui tarja vermelha, o que significa que esses remédios oferecem risco intermediário de efeitos adversos ao usuário e venda dele depende de prescrição médica, porém, a retenção da receita pela farmácia não é obrigatória, permitindo que a semaglutida seja comprada por muita gente, mesmo sem ter o pedido de um profissional de saúde. Tomar essa medicação com fins estéticos é preocupante, diz os especialistas, isso porque gera uma disparidade na relação risco-benefício e a faz o uso sem necessidade terá uma perda mínima de peso (Poucos quilos) e ainda sofrerá com os efeitos colaterais, que vai desde gravidade ligeira a moderada e de curta duração, mais sentidos quando tomado por conta própria, sem a orientação de um médico, profissional habilitado para prescrever a dosagem correta, como aumentar ou diminuir e também observar as reações adversas e lidar com possíveis incômodos.


























