Brasil receberá coração de D. Pedro I para comemoração do bicentenário da independência
Na última quarta-feira (22), foi divulgado pela Câmara Municipal do Porto, em Portugal, que o Brasil receberá o coração de Dom Pedro I, no qual fará parte das comemorações do bicentenário da independência, em setembro deste ano. A autorização foi concedida pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, por meio de uma coletiva de imprensa, informando que após o parecer favorável emitido pelo Instituto de Medicina Legal do Porto, o coração do primeiro Imperador do Brasil, deverá ser enviado durante a noite do dia 21 de agosto, sendo assim o órgão chegará ao Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 22 de agosto, onde será recebido com “honras militares”.
“É com enorme honra que anuncio que autorizo que o coração de D. Pedro IV, de Portugal, e primeiro imperador do Brasil, seja trasladado para o Brasil, em datas a acertar entre o meu gabinete e o Palácio Itamaraty. Sendo que esta autorização, e por minha decisão, será ainda assim validada pelo Executivo Municipal”, disse Moreira.Logo após a cerimônia, o coração será transportado para o Palácio Itamaraty, onde permanecerá exposto e permanecerá até 8 de setembro, um dia depois da comemoração da Independência do território brasieliro. O Estado brasileiro deu todas as garantias para o transporte da relíquia, na qual será efetuada pela Força Aérea Brasileira (FAB).
"A Câmara Municipal do Porto assegurará todas as diligências necessárias, assim como a articulação com outras entidades, em especial com as autoridades brasileiras, no que concerne à segurança da operação de transporte”, afirma a Câmara, adiantando que os custos serão assumidos pelo governo brasileiro, Moreira complementou dizendo, “Serei eu mesmo a garantir e a acompanhar o transporte deste importante tesouro da cidade, bem como irei assegurar que o vaso onde se encontra o coração do imperador do Brasil seja devidamente selado, bem como com um conjunto de garantias legais que terão de ser apresentadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, pois será exigido um compromisso de estado entre os dois países irmãos”.
























