Asteroide 'assassino de planetas', é descoberto escondido no brilho do sol, vindo em direção a terra

Astrônomos dizem que descobriram três asteroides próximos da Terra e que um deles é potencialmente perigoso (PHP), e representa um risco para o planeta. De acordo com o principal autor do estudo Scott Sheppard e colegas da Carnegie Institution for Science em Washington, em uma publicação no Astronomical Journal, a enorme rocha espacial, possui o tamanho de um assassino de planetas, o maior já descoberto em em oito anos e que ele cruzará a órbita da Terra.
Nomeado como 2022 AP7, o asteroide tem um diâmetro de cerca de 1,1 km a 2,3 km, e provavelmente está entre os 5% dos maiores já encontrados, pertencem a um grupo encontrado dentro das órbitas da Terra e Vênus, porém bastante difíceis de ser observado porque o brilho do sol os protege das observações do telescópio.
“Qualquer asteroide com mais de 1 km de tamanho é considerado um assassino de planetas”, disse Sheppard, acrescentando que se tal objeto atingir a Terra, o impacto seria devastador para a vida no planeta em decorrência da poeira e poluentes lançados na atmosfera e que perdurariam por anos, o autor do estudo ainda complementa dizendo que ''A superfície da Terra provavelmente esfriaria significativamente se a luz do sol não chegasse ao planeta. Seria um evento de extinção em massa como não é visto na Terra há milhões de anos.”

O astrônomo, afirmou que para evitar o brilho do sol, os astrônomos aproveitaram a chance de realizar suas observações durante a breve janela do crepúsculo e que a equipe espera encontrar mais alguns objetos próximos da Terra destruidores de planetas com 1 km de tamanho ou mais no próximo ano ou dois, utilizando o telescópio Víctor M. Blanco de quatro metros, parte do Observatório Interamericano Cerro Tololo, localizado no Chile.
Sheppard contou que lentamente, com o tempo, o asteroide começará a cruzar a órbita do planeta Terra, mas que “isso levará séculos no futuro e não sabemos a órbita de 2022 AP7 com precisão suficiente para dizer muito sobre seus perigos daqui a séculos”, complementando que “Não tem chance de atingir a Terra, atualmente”. Em setembro, a Nasa anunciou uma missão chamada de Dart, na qual lançou uma espaçonave em um asteroide na tentativa de desviá-lo de sua órbita e assim, testar uma nova tecnologia que poderia eventualmente ser usada para enfrentar rochas espaciais que representam uma ameaça à Terra. No mês passado, os pesquisadores confirmaram que o Dart foi um sucesso.
Jay Tate, diretor do Centro Nacional de Informações sobre Objetos Próximos à Terra, localizado no País de Gales, contou que na verdade um alvo muito pequeno e que “No momento, de qualquer forma, a probabilidade de impacto é bastante baixa. Eu não diria insignificante, mas bastante baixo”, completando, que uma abordagem como Dart pode não ser adequada para 2022 AP7, dado o tamanho do asteroide, mas existem outros métodos possíveis. “Dito isso, temos muito tempo”, disse ele, acrescentando que pode ser possível usar vários impactos do tipo Dart para mudar o caminho do asteroide um pouco de cada vez.

























