Após 27 dias internado, menino de 4 anos espancado a pauladas pela mãe recebe alta, relembre o caso

O menino de 4 anos, brutalmente agredido pela mãe e o padrasto a pauladas, na terça-feira (25), recebeu alta médica, após 27 dias de internação. A criança teve oito costelas fraturadas e um braço quebrado por conta da agressão, e chegou a precisar do procedimento de reanimação ao dar entrada no hospital. Ele contou que a mãe bateu nele e depois o colocou no banho gelado, sendo assim, ao dar entrada estado grave no hospital, chegou a precisar ser reanimado, por decorrência de uma hipotermia e depois encaminhado para a UTI pediátrica.
O caso ocorreu no dia 28 de setembro, em São Vicente, litoral de São Paulo, e ganhou repercussão nacional no dia 4 de outubro. No dia seguinte, depois de vir a público o padrasto do menino, identificado como Julian do Nascimento, foi encontrado morto e a mãe, identificada como, Julia Cristina Pereira, seguia foragida, sendo presa no dia seguinte que o padrasto foi assassinado. O delegado responsável pelo caso, contou que ela havia sido encontrada em uma outra cidade do litoral paulista, em um casa abandonada. No mandado de prisão expedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Foro da cidade, Alexandre Torres Aguiar, chegou a se referir a agressora como "Violenta e Perigosa".
Julia e Julian Prisão e audiência Julia
Julia, se entregou voluntariamente ao ser localizada, e quando chegou ao distrito policial, ela foi hostilizada por moradores da cidade litorânea, no mesmo dia da prisão a mãe do menino passou por audiência de custódia, ela negou a acusação e disse que tentou defender o filho das agressões do padrasto.
"Não fui eu. Eu tentei defender ele. Peço perdão ao meu filho por deixar ele ter se envolvido com uma pessoa que estava totalmente envolvida com drogas. Quero pedir perdão a ele por não ter feito diferente", contou Júlia à imprensa.
A agressora segue presa desde então, a Justiça concedeu uma medida protetiva ao garoto, proibindo que a mãe tenha qualquer aproximação com a vítima e a irmã. O pai da criança, Renato Santos Brasil, conseguiu a guarda provisória do filho pelo prazo de 180 dias. De acordo informado pelo advogado da família do menino, Lucas Rodrigues, após este período, ele ingressará com o pedido da guarda definitiva. "Provavelmente até passar esse prazo, a criança já estará em casa e, assim, será mais fácil. Irei me reunir com a família e conversar sobre os próximos passos".

























